dezembro 2003


O TANQUE DE AREIA

Um menininho brincava no tanque de areia da praça naquela manhã de s sábado. Tinha com ele sua caixa de carrinhos e caminhões, seu balde plástico e uma pá vermelha brilhante. No processo de criar estradas e túneis na areia macia, ele descobriu uma pedra grande no meio do tanque de areia.

O mocinho cavou ao redor da pedra, conseguindo desalojar a sujeira. Com muito esforço, usando as mãos, os pés e em todas as posições possíveis, ele conseguiu empurrar a pedra através do tanque de areia. Era um menino muito pequeno e a pedra, para ele, era enorme. Quando o menino alcançou a borda do tanque de areia, ele descobriu que mais difícil ainda ia ser passar a pedra sobre a pequena parede.

Determinado, o menininho empurrou, empurrou e empurrou, mas a cada vez que ele achava ter feito algum progresso, a pedra virava e rolava de volta para o tanque. O menininho grunhiu, lutou, empurrou, mas sua única recompensa era ter a pedra rolando de volta, esmagando seus dedinhos rechonchudos. Finalmente rompeu em lágrimas de frustração.

Durante todo o tempo, seu pai o observava de sua janela, aguardando o desenvolvimento de todo o drama. No momento em que as lágrimas caíram, uma sombra grande caiu sobre o menino. Era seu pai. Suavemente mas com firmeza, ele disse,

– Filho, por quê você não usou toda a força que você tinha disponível?

Derrotado, o menino respondeu,

– Mas eu usei, pai! Usei toda a força que eu tinha!

– Não, meu filho, corrigiu o pai bondosamente. – Você não usou toda a força que você tinha. Você não me pediu ajuda.

E o pai do menino se abaixou, pegou a pedra e a retirou do tanque de areia.

Soa familiar?

Todos temos pedras a mover, e precisamos ir diretamente ao nosso Pai para conseguir que o trabalho seja feito!

Tradução SergioBarros

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Amor de verdade…

Um casal viveu 55 anos casados. Numa manhã a mulher descia as escadas para preparar o café e sofreu um enfarto, seu marido a socorreu, levantou-a como pôde e quase se arrastando a levou até a caminhonete. Dirigiu a toda velocidade até o hospital, mas quando chegou, infelizmente ela já estava morta. Durante o velório, ele não falou. Ficava o tempo todo olhando para o nada. Quase não chorou. Todos os filhos tentaram, em vão, quebrar a nostalgia recordando momentos engraçados.

Na hora do sepultamento, o viúvo, já mais calmo, passou a mão sobre o caixão e falou com sentida emoção:

Meus filhos, foram 55 bons anos… Ninguém pode falar do amor verdadeiro se não tem idéia do que é compartilhar a vida com alguém por tanto tempo.

Fez uma pausa, enxugou as lágrimas e continuou:

Ela e eu estivemos juntos em muitas crises. Mudei de emprego, renovamos toda a mobília quando vendemos a casa e mudamos de cidade. Compartilhamos a alegria de ver nossos filhos concluírem a faculdade, choramos um ao lado do outro quando entes queridos partiam. Oramos juntos na sala de espera de alguns hospitais, nos apoiamos na hora da dor, trocamos abraços em cada Natal, e perdoamos nossos erros… Filhos, agora ela se foi e estou contente. E vocês sabem por quê? Porque ela se foi antes de mim e não teve que viver a agonia e a dor de me enterrar, de ficar só depois da minha partida. Sou eu que vou passar por essa situação, e agradeço a Deus por isso. Eu a amo tanto que não gostaria que sofresse assim…

Quando o pai terminou de falar, todos os filhos estavam com os rostos cobertos de lágrimas. Se abraçavam e o pai começou a consolá-los dizendo:

Está tudo bem, meus filhos, podemos ir para casa.

O amor é isso, o verdadeiro amor é assim, ele está muito além do romantismo, e não tem nada a ver com o erotismo. Esse tipo de amor é algo que hoje em dia, muitos jovens não conhecem.

O verdadeiro amor se revela nos pequenos gestos, no dia-a-dia e por todos os dias. O verdadeiro amor não é egoísta, não é presunçoso, nem alimenta o desejo de posse sobre a pessoa amada.

“Quem caminha sozinho pode até chegar mais rápido, mas aquele que vai acompanhado com certeza chegará mais longe…”

Fez-Se como nós…

Naquela noite, ele estava em casa sozinho…sua esposa e filhos tinham ido ao culto de adoração em celebração ao Natal…mesmo sendo convidado como todos os anos nessa época, ele ficou em casa…

A certa altura da noite, entediado dos programas de TV, levantou-se e olhando pela janela, viu a neve caindo, ficou admirando a cena por alguns minutos até que foi interrompido com um barulho, uma pancada no vidro da janela, era uma pombinha que estava fugindo da Neve, logo em seguida outras apareceram também, atraídas pela luz, todas voavam em direção à janela…

De súbito ele teve uma idéia: “O celeiro! É isso! vou atraí-las todas ao celeiro, assim podem passar a noite em segurança e aquecidas!”

Rapidamente, saiu de casa e correu ao celeiro, abriu as portas e fez de tudo p/ chamar a atenção delas…por mais que se esforçasse, não conseguiu nada, nem fazer com que elas parassem de se debater contra a janela…ele as viu, cair no chão uma a uma…tristemente pensou: “Se tão somente eu as fizessem entender…se eu pudesse me tornar um deles poderia atraí-los à segurança!”

E a frase “um deles” ficou se repetindo em sua mente…nesse momento ele ouviu os sinos como que soando “um deles” “um deles”…caiu sobre os seus joelhos e ali mesmo enquanto a neve caía, ele entendeu e aceitou a Jesus como seu Senhor e Redentor…

Foi isso que Jesus Fez…Tornou-se um de nós, para nos atrair à segurança, para nos salvar do frio, para iluminar nossos caminhos e nos trazer a felicidade que o Seu grande e infinito Amor nos dá!