janeiro 2003


O Cesto e a Água

Um discípulo chegou para seu mestre e perguntou:

– Mestre, por que devemos ler e decorar a Palavra de Deus se nós não conseguimos memorizar tudo e com o tempo acabamos esquecendo? Somos obrigados a constantemente decorar de novo o que já esquecemos. O mestre não respondeu imediatamente ao seu discípulo. Ele ficou olhando para o horizonte por alguns minutos e depois ordenou ao discípulo:

– Pegue aquele cesto de junco, desça até o riacho, encha o cesto de água e traga até aqui. O discípulo olhou para o cesto sujo e achou muito estranha a ordem do mestre, mas, mesmo assim, obedeceu. Pegou o cesto, desceu os cem degraus da escadaria do mosteiro até o riacho, encheu o cesto de água e começou a subir de volta. Como o cesto era todo cheio de furos, a água foi escorrendo e quando chegou até o mestre já não restava nada. O mestre perguntou-lhe:

– Então, meu filho, o que você aprendeu?

O discípulo olhou para o cesto vazio e disse, jocosamente:

– Aprendi que cesto de junco não segura água.

O mestre ordenou-lhe que repetisse o processo de novo. Quando o discípulo voltou com o cesto vazio novamente, o mestre perguntou-lhe:

– Então, meu filho, e agora, o que você aprendeu?

O discípulo novamente respondeu com sarcasmo:

– Que cesto furado não segura água.

O mestre, então, continuou ordenando que o discípulo repetisse a tarefa. Depois da décima vez, o discípulo estava desesperadamente exausto de tanto descer e subir as escadarias. Porém, quando o mestre lhe perguntou de novo:

– Então, meu filho, o que você aprendeu?

O discípulo, olhando para dentro do cesto, percebeu admirado:

– O cesto está limpo! Apesar de não segurar a água, a repetição constante de encher o cesto acabou por lavá-lo e deixá-lo limpo.

O mestre, por fim, concluiu:

– Não importa que você não consiga decorar todas as passagens da Bíblia que você lê, o que importa, na verdade, é que no processo a sua mente e a sua vida ficam limpos diante de Deus.

Um dia, na sala de aula, a professora estava explicando a teoria da evolução aos alunos. Ela perguntou a um dos estudantes:

-Tomás, vês a árvore lá fora?

-Sim – respondeu o menino.

A professora voltou a perguntar:

-Vês a grama?

E o menino respondeu prontamente:

-…Sim.

Então a professora mandou Tomás sair da sala e lhe disse para olhar pra cima e ver se ele enxergava o céu.

Tomás entrou e disse:

-Sim, professora. Eu vi o céu.

-Vistes a Deus? – Perguntou a professora.

O menino respondeu que não.

A professora, olhando para os demais alunos da sala, disse:

É disso que eu estou falando! Tomás não pode ver a Deus, porque Deus não está ali! Podemos concluir então que Deus não existe.

Nesse momento Pedrinho se levantou e pediu permissão à professora para fazer mais algumas perguntas a Tomás.

-Tomás, vês a grama lá fora?

-Sim.

-Vês as árvores?

-Siiiiimmmmm.

-Vês o céu?

-Siiiiiimmmmmm!

-Vês o cérebro da professora?

-Não – disse Tomás.

Pedrinho então, dirigindo-se aos seus companheiros, disse:

-Colegas, de acordo com o que aprendemos hoje, concluimos que a professora não tem cérebro.

O rebanho da barriga vazia

Alheios à polêmica sobre uso político do Cheque-Cidadão entre católicos e evangélicos, famintos avançam sobre restos na Ceasa

Na corrida contra a fome, os famintos largaram na frente. Sem respostas concretas das autoridades para obter comida, eles voltaram ontem a catar restos de alimentos nos escombros do pavilhão incendiado da Ceasa. Uma atitude desesperada para quem já não tem mais a quem apelar. O Cheque-Cidadão, solução de refeição na mesa para muitos, foi suspenso em meio à crise financeira do estado e à polêmica aberta por autoridades da Igreja Católica e representantes de denominações evangélicas sobre uso político do benefício.

No restante do estado, o mapa da fome aumenta. O Programa Crescer, que atende dez mil crianças na Baixada Fluminense, está abandonado. Para quem não tem o que comer, pouco importa de onde o auxílio vem. O fundamental é que chegue. “Sem o Cheque-Cidadão, a gente acaba passando fome mesmo”, resumiu o desempregado Jorge Cabral de Araújo, um dos 60 mil cadastrados no Cheque-Cidadão que ainda não recebeu os R$ 100 fundamentais para a sobrevivência de sua família. O benefício, de acordo com o governo, só deve voltar a ser pago mês que vem, após recadastramento das famílias e distribuidores.

Os argumentos usados pelo cardeal-arcebispo do Rio, Dom Eusébio Oscar Scheid, segunda-feira, para justificar o abandono de fiéis do catolicismo rumo a “seitas banais” foram recebidos com protesto no meio evangélico. Segundo o religioso católico, a debandada seria estimulada por instituições que usam programas sociais, como o Cheque-Cidadão – conduzido pelo governo estadual –, para ganhar a adesão dos beneficiados.

“O arcebispo reclama de barriga cheia. O que ele queria na verdade, era exclusividade na distribuição. Falta à Igreja Católica democracia”, atacou o bispo Rodrigues, da Igreja Universal.

O secretário estadual de Desenvolvimento Social, Fernando William, quer encontrar Dom Eusébio. “Mostrarei que não há privilégios para nenhuma instituição religiosa fazer a distribuição da verba”, garantiu.

Em Brasília, autoridades responsáveis pela implantação do Programa Fome Zero se reuniram e confirmaram que as primeiras ações serão anunciadas dia 30. Foram firmadas parcerias com entidades que reúnem prefeituras para dar maior agilidade à distribuição de alimentos. O programa começará pelo semi-árido nordestino: Guaribas e Acauã, no Piauí, serão os primeiros dos 959 municípios contemplados com a ajuda até dezembro.

Na Bahia, evangélicos contra o candomblé

Ministério Público deve processar a Igreja Universal do Reino de Deus que, em seus programas de rádio e TV, insiste em associar os cultos afro com feitiçaria e adoração ao demônio.

O Ministério Público Estadual, o Centro de Estudos Afro-Orientais (Ceao) e a Federação Nacional do Culto Afro-Brasileiro vão processar a Igreja Universal do Reino de Deus na Bahia, sob o argumento de que seus membros praticam discriminação religiosa nos programas de rádio e televisão. No programa Ponto de Luz, exibido pela TV Itapoan (Record), o “bispo” Sérgio Corrêa critica o candomblé, ligando a religião afro a práticas de feitiçaria e adoração ao demônio.

Por causa das denúncias das entidades ligadas ao culto afro, o promotor de Justiça e Cidadania do Ministério Público da Bahia, Lidivaldo Brito, que já encaminhou à Justiça baiana nos últimos anos quatro denúncias contra evangélicos pelo mesmo motivo, os ataques ao chamado “povo de santo”, requisitou à TV Itapoan as fitas de várias edições do Ponto de Luz.

Num dos programas, exibido na semana passada, o “bispo” Corrêa apresentou uma suposta ex-mãe-de-santo arrependida, que disse ter feito um “trabalho” com o objetivo de matar uma pessoa. Em 2001, o promotor Brito comprovou que membros da Igreja Batista Lírios do Campo estavam distribuindo panfletos na festa de Iemanjá, uma das mais populares da Bahia, associando a orixá ao demônio. Apesar das inúmeras denúncias, a Justiça baiana ainda não puniu ninguém.

A guerra religiosa não é nova. E aconteceu no momento em que a Universal começou a se expandir na Bahia, no final da década de 80. No início dos anos 90, o então cardeal-arcebispo de Salvador, dom Lucas Moreira Neves, um crítico do sincretismo religioso baiano, fez veemente defesa do culto afro, após mais uma série de ataques desferido pelos evangélicos.

A atuação dos pastores já incentivou freqüentadores dos cultos evangélicos a invadir templos de candomblé, como ocorreu no fim de 2001, quando um grupo ofendeu seguidores de dois terreiros.

A agressão mais grave ocorreu no Vila Roque, onde adeptos da Igreja Internacional da Graça de Deus invadiram o terreiro gritando as condenações usadas pelos evangélicos contra a religião afro e jogaram sal e enxofre no local.

Representantes do culto afro, como o diretor do Ceao, historiador Ubiratan Castro, acreditam que, se a Justiça não colocar um freio nesse processo, pode haver um conflito de grandes proporções.

Oi gente querida!!!!!!!!

Que saudade que eu sinto de vocês… Estão todos bem? Espero que sim.

Eu estou bem, cheguei de viagem hoje e confesso q estou bem, digamos que renovada, mas com muita saudade de vocês e da ABBA, como faz falta estar fora do convívio crstão né, por mais que saímos e visitamos outras igrejas, não é a mesma coisa, o louvor, os irmãos felizes… Que falta eu senti, mas foi um período importante, pois pude ver como não sei viver sem a presença de avivamento cristão na minha vida, e do quanto vocês me ajudam a crescer na vida cristã.

Vou ficando por aqui, senão acabo me empolgando e escrevendo um livro aqui, (hehehe).

A todos os pitocos, Tony, Raquel, baby e CIA. eu deiso “AQUELE ABRAÇO” e que Deus abençoe muito, mas muito mesmo a vida de vocês.

Beijos e até mais… :o*