dezembro 2002


TERMODINÂMICA DO INFERNO

Pergunta feita pelo Dr. Fernando, da Fatec, em São Paulo – SP, em sua prova final do curso de maio 1997.

Este professor é reconhecido por fazer perguntas em sua provas finais do tipo:

“Por que os aviões voam?”

Sua única questão na prova de maio de 1997 para a turma foi:

“O inferno é endotérmico ou exotérmico? Justifique a sua resposta.”

Vários alunos justificaram suas opiniões baseados na Lei de Boyle ou em alguma variante da mesma. Um aluno, entretanto, escreveu o seguinte:

“Primeiramente, postulamos que, se almas existem, então, elas devem ter alguma massa. Se têm, então, um conjunto de almas também tem massa. Então, a qual taxa as almas estão se movendo para fora e a qual taxa elas estão se movendo para dentro do inferno? Podemos assumir, seguramente, que uma vez que uma alma entra no inferno, nunca mais sai. Portanto, não há almas saindo. Para as almas que entram no inferno, vamos dar uma olhada nas diferentes religiões que existem no mundo hoje em dia. Algumas pregam que se você não pertencer a elas, vai para o inferno… Como há mais de uma religião deste tipo e as pessoas não possuem duas religiões, podemos projetar que todas as almas vão para o inferno. Com as taxas de natalidade e mortalidade do jeito que estão, podemos esperar um crescimento exponencial das almas no inferno. Agora, vamos olhar a taxa de mudança de volume no inferno. A Lei de Boyle diz que para a temperatura e a pressão no inferno serem as mesmas, a relação entre a massa das almas e o volume do inferno deve ser constante. Existem, então, duas opções:

1) Se o inferno se expandir a uma taxa menor do que a taxa que as almas entram, a temperatura e a pressão no inferno vão aumentar até ele explodir.

2) Se o inferno estiver se expandindo numa taxa maior do que a de entrada das almas, a temperatura e a pressão irão baixar até que o inferno se congele.

Se aceitarmos o quê a menina mais linda da Fatec me disse, no primeiro ano:

“Só sairei com você no dia que o inferno congelar…”,

e levando em conta que ainda não obtive sucesso na tentativa de sair com ela, então, a opção dois não é verdadeira. Por isso, o inferno é exotérmico.

O aluno Sérgio Fonseca conseguiu a única nota 10 da turma.



Beijos da Neidinha :*

Certa vez, dois homens estavam seriamente doentes na mesma enfermaria de um grande hospital. O cômodo era bastante pequeno e nele havia uma janela que dava para o mundo. Um dos homens tinha, como parte do seu tratamento, permissão para sentar-se na cama por uma hora durante as tardes (algo a

ver com a drenagem de fluido de seus pulmões).

Sua cama ficava perto da janela. O outro, contudo, tinha de passar todo o seu tempo deitado de barriga para cima. Todas as tardes, quando o homem cuja cama ficava perto da janela era colocado em posição sentada, ele passava o tempo descrevendo o que via lá fora. A janela aparentemente dava para um parque onde havia um lago. Haviam patos e cisnes no lago, e as crianças iam atirar-lhes pão e colocar na água barcos de brinquedo. Jovens namorados caminhavam de mãos dadas entre as árvores, e havia flores, gramados e jogos de bola. E ao fundo, por trás da fileira de árvores, avistava-se o belo contorno dos prédios da cidade.

O homem deitado ouvia o sentado descrever tudo isso, apreciando todos os minutos. Ouviu sobre como uma criança que quase caiu no lago e sobre como as garotas estavam bonitas em seus vestidos de verão. As descrições do seu amigo eventualmente o fizeram sentir que quase podia ver o que estava acontecendo lá fora…

Então, em uma bela tarde, ocorreu-lhe um pensamento: por que o homem que ficava perto da janela deveria ter todo o prazer de ver o que estava acontecendo? Por que ele não podia ter essa chance? Sentiu-se envergonhado, mas quanto mais tentava não pensar assim, mais queria uma mudança. Faria qualquer coisa!

Numa noite, enquanto olhava para o teto, o outro homem subtamente acordou tossindo e sufocando, suas mãos procurando o botão que faria a enfermeira vir correndo. Mas ele o observou sem se mover… mesmo quando o som de respiração parou. De manhã, a enfermeira encontrou o outro homem morto e, silenciosamente, levou embora o seu corpo. Logo que pareceu apropriado, o homem perguntou se poderia ser colocado na cama perto da janela. Então colocaram-no lá, aconchegaram-no sob as cobertas e fizeram com que se sentisse bastante confortável. No minuto em que saíram, ele apoiou-se sobre um cotovelo, com dificuldade e sentindo muita dor, olhou para fora da janela.

Viu apenas um muro…

Ontem foi a apresentação do Emanuel lá na ABBA. Veja as fotos no Blog do Pitoquinho