julho 2002


Oração do Penta levou FIFA a proibir manifestações religiosas

A oração de gratidão a Deus feita pela Seleção Brasileira de Futebol logo depois da conquista do pentacampeonato, em Yokohama, Japão, irritou profundamente a direção da Fifa. Tanto que a federação está proibindo quaisquer manifestações religiosas durante partidas oficiais.

De acordo com o comunicado, que foi feito em Zurique, Suíça, a entidade acredita que o ato da equipe de Luiz Felipe Scolari pode abrir um precedente para que seitas e demais credos utilizem o futebol para propagar seus princípios.

A proibição será formalizada em uma reunião que deverá acontecer na sede da Fifa, em Zurique, em setembro deste ano. Neste encontro, a diretoria vai decidir as sanções para quem insistir em usar o esporte para divulgar sua fé.

Elnet

A Ratoeira

Um rato olhando pelo buraco na parede vê o fazendeiro e sua esposa abrindo um pacote. Pensou logo em que tipo de comida poderia ter ali. Ficou aterrorizado quando descobriu que era uma ratoeira. Foi para o pátio da fazenda advertindo a todos:

“Tem uma ratoeira na casa, uma ratoeira na casa.” A galinha, que estava cacarejando e ciscando, levantou a cabeça e disse:

“Desculpe-me Sr. Rato, eu entendo que é um grande problema para o senhor, mas não me prejudica em nada, não me incomoda.” O rato foi até o porco e disse a ele:

“Tem uma ratoeira na casa, uma ratoeira.”

“Desculpe-me Sr. Rato, mas não há nada que eu possa fazer, a não ser rezar. Fique tranqüilo que o senhor será lembrado nas minhas preces.”

O rato dirigiu-se então à vaca. Ela disse:

“O que Sr. Rato? Uma ratoeira? Por acaso estou em perigo? Acho que não!”

Então o rato voltou para a casa, cabisbaixo e abatido, para encarar a ratoeira do fazendeiro. Naquela noite ouviu-se um barulho, como o de uma ratoeira pegando sua vítima. A mulher do fazendeiro correu para ver o que havia pego. No escuro, ela não viu que a ratoeira pegou a cauda de uma cobra venenosa. A cobra picou a mulher. O fazendeiro a levou imediatamente ao hospital. Ela voltou com febre. Todo mundo sabe que para alimentar alguém com febre, nada melhor que uma canja. O fazendeiro pegou seu cutelo e foi providenciar o ingrediente principal. Como a doença da mulher continuava, os amigos e vizinhos vieram visitá-la. Para alimentá-los o fazendeiro matou o porco. A mulher não melhorou e acabou morrendo. Muita gente veio para o funeral O fazendeiro então sacrificou a vaca para alimentar todo aquele povo.

Na próxima vez que você ouvir dizer que alguém está diante de um problema e acreditar que o problema não lhe diz respeito lembre-se que, quando há uma ratoeira na casa, toda a fazenda corre risco.

Para refletir:

“Por acaso sou responsável por meu irmão?”

Gênesis 4:9

Afinal, o que é o Amor?

(por Tânia M. da Cruz)

“Sou uma mãe de três crianças (14,12 e 13 anos) e recentemente terminei minha faculdade. O último trabalho que tive que apresentar foi o de sociologia. O professor apresentou um projeto chamado sorriso.

Foi solicitado à classe que saísse, sorrisse para três pessoas e documentasse suas reações.

Logo depois da aula, eu, meu marido e meu filho mais novo fomos à uma lanchonete. Estávamos na fila esperando nossa vez, quando repentinamente todos à minha volta começaram a se agitar e a se afastar, inclusive meu marido.

Eu não me movi um centímetro… Me virei para ver porque tinham se afastado. Foi quando senti o terrível cheiro de corpo sujo e lá estavam dois pobres mendigos. Quando olhei para o que estava mais próximo, ele estava sorrindo. Seus bonitos olhos azuis estavam cheios da luz de Deus e procuravam por simples aceitação.

– Bom dia. – Ele disse timidamente enquanto contava as poucas moedas que tinha. O segundo homem permanecia atrás de seu amigo, agitando os braços. Observei que o segundo homem tinha deficiência mental e o cavalheiro dos olhos azuis era o seu guardião. A garçonete perguntou o que queriam.

– Apenas café, senhorita. – respondeu, porque era tudo que poderiam comprar com os recursos que tinham. Se quisessem sentar no restaurante para se aquecer, tinham que comprar alguma coisa. E o que queriam mesmo era se aquecer.

Então eu realmente senti uma compulsão tão grande que quase estendi a mão e abracei o homem dos olhos azuis.

Foi quando notei que todos os olhos na lanchonete me observavam, julgando cada ação minha. Eu sorri e pedi que a garçonete acrescentasse duas refeições, um pequeno almoço, em bandejas separadas. Fui até onde os homens tinham se sentado e pus as bandejas sobre a mesa e coloquei minha mão sobre a fria mão do homem dos olhos azuis. Ele me olhou emocionado e agradeceu.

Inclinando-me um pouco, respondi, – Não sou eu que faço isto por vocês. É Deus que está trabalhando aqui, através de mim, para dar-lhe esperança.

Me afastei para juntar-me a meu marido e meu filho. Quando me sentei, meu marido me sorriu e disse, – É por isso que Deus me deu você, querida. Para me dar esperança.

Aquele dia me mostrou a pura luz do doce amor de Deus.

Retornei à faculdade, para a última aula, com esta história nas mãos. Eu a transformei em meu projeto e o professor o leu. Então olhou para mim e disse, – Posso compartilhar isto?

Eu concordei e ele pediu a atenção da classe.

Começou a ler e todos nós percebemos que, como seres humanos, temos a necessidade de curar as pessoas e de sermos curados. Ao meu jeito, eu tinha tocado as pessoas naquela lanchonete, em meu marido, em meus filhos, em meu professor, em cada alma daquela sala onde tive a última aula como um estudante de faculdade. Eu me formei com uma das maiores e mais importantes lições que aprendi:

Aceitação incondicional.

“Amar as pessoas e usar as coisas ao invés de amar as coisas e usar as pessoas”

Uma boa semana a todos

Ele observou o menino sozinho na sala de espera do aeroporto aguardando seu vôo. Quando o embarque começou, ele foi colocado na frente da fila para entrar e encontrar seu assento antes dos adultos. Quando Ogilvie entrou no avião, viu que o menino estava sentado ao lado de sua poltrona. O menino foi cortês quando

Ogilvie puxou conversa com ele e, em seguida, começou a passar tempo colorindo um livro. Ele não demonstrava ansiedade ou preocupação com o vôo enquanto

as preparações para a decolagem estava sendo feitas. Durante o vôo, o avião entrou numa tempestade ,muito forte, o que fez que ele balançasse como uma pena ao vento. A turbulência e as sacudidas bruscas assustaram alguns dos passageiros, mas o menino parecia encarar tudo com a maior naturalidade. Uma das passageiras, sentada do outro lado do corredor ficou preocupada com aquilo tudo, e perguntou ao menino:

– Você não está com medo?

– Não senhora, não tenho medo, ele respondeu, levantando os olhos rapidamente de seu livro de colorir. Meu pai é o piloto.

Existem situações em nossa vida que lembram um avião passando por uma forte tempestade. Por mais que tentemos, não conseguimos nos sentir em terra firme.

Temos a sensação de que estamos pendurados no ar sem nada a nos sustentar, a nos segurar, em que nos apoiarmos, e que nos sirva de socorro.

No meio da tempestade, podemos noslembrar de que nosso “PAI É O PILOTO”

Apesar das circunstâncias, nossa vida está nas mãos do Deus que criou o céu e a terra.Ele está no controle, por isso não há o que temer. Se um medo inconsolável tomar hoje conta do seu ser, diga: “MEU PAI É O PILOTO, NÃO TEMEREI MAL ALGUM!”

Silent Strength for My life (Força tranqüila para a minha vida),

Loyde John Ogilvie

MILHO BOM



Esta é a história de um fazendeiro bem sucedido. Ano após ano, ele ganhava o troféu Milho Gigante da feira da agricultura do município. Entrava com seu milho na feira e saía com a faixa azul recobrindo seu peito. E o seu milho era cada vez melhor. Numa dessas ocasiões, um repórter de jornal, ao abordá-lo após a já tradicional colocação da faixa, ficou intrigado com a informação dada pelo entrevistado sobre como costumava cultivar seu qualificado e valioso produto. O repórter descobriu que o fazendeiro compartilhava a semente do seu milho gigante com os vizinhos.

– Como pode o Senhor dispor-se a compartilhar sua melhor semente com seus vizinhos quando eles estão competindo com o seu em cada ano? – indagou o repórter.

O fazendeiro pensou por um instante, e respondeu:

– Você não sabe? O vento apanha o pólen do milho maduro e o leva através do vento de campo para campo. Se meu vizinhos cultivam milho inferior, a polinização degradará continuamente a qualidade do meu milho. Se eu quiser cultivar milho bom, eu tenho que ajudar meu vizinhos a cultivar milho bom. Ele era atento às conectividades da vida. O milho dele não poderia melhorar se o milho do vizinho também não tivesse a qualidade aumentada.

Assim é também em outras dimensões da nossa vida. Aqueles que escolhem estar em paz devem fazer com que seus vizinhos estejam em paz.

Aqueles que querem viver bem têm que ajudar os outros para que vivam bem. E aqueles que querem ser felizes têm que ajudar os outros a encontrar

a felicidade,pois o bem-estar de cada um está ligado ao bem-estar de todos!

RACISMO

Isso aconteceu num vôo da British Airways entre Johannesburgo e Londres.

Uma senhora branca, de uns cinqüenta anos, senta-se ao lado de um negro. Visivelmente perturbada, ela chama a aeromoça:

-Qual é o problema, senhora? – Pergunta a aeromoça.

-Mas você não está vendo? – Responde a senhora – Você me colocou do lado de um negro. Eu não consigo ficar do lado destes nojentos. Me dê outro assento.

-Por favor, acalme-se. Diz a aeromoça. Quase todos os lugares deste vôo estão tomados. Vou ver se ha algum lugar disponível.

A aeromoça se afasta e volta alguns minutos depois.

-Minha senhora, como eu suspeitava, não há nenhum lugar vago na classe econômica. Eu conversei com o comandante e ele me confirmou que não há mais lugar na executiva. Entretanto ainda temos um assento na primeira classe.

Antes que a senhora pudesse fazer qualquer comentário, a aeromoça continuou:

-É totalmente inusitado a companhia conceder um assento de primeira classe a alguém da classe econômica, mas, dadas as circunstâncias, o comandante considerou que seria escandaloso alguém ser obrigado a sentar-se ao lado de pessoa tão execrável.

E dirigindo-se ao negro, a aeromoça complementa:

-Portanto, senhor, se for de sua vontade, pegue seus pertences que o assento da primeira classe está a sua espera.

E todos os passageiros ao redor que, chocados, acompanhavam a cena, levantaram-se e bateram palmas.

DECÁLOGO EVANGÉLICO DO VOTO ÉTICO

Associação Evangélica Brasileira

Eis aqui alguns balizamentos fundamentais sobre o uso ético do voto evangélico, conforme o sumário de propostas defendidas na Conferência da AEVB:

I. O voto é intransferível e inegociável. Com ele o cristão expressa sua consciência como cidadão. Por isso, o voto precisa refletir a compreensão que o cristão tem de seu País, Estado e Município;

II. O cristão não deve violar a sua consciência política. Ele não deve negar sua maneira de ver a realidade social, mesmo que um líder da igreja tente conduzir o voto da comunidade numa outra direção;

III. Os pastores e líderes têm obrigação de orientar os fiéis sobre como votar com ética e com discernimento. No entanto, devem evitar transformar o processo de elucidação política num projeto de manipulação e indução político-partidário;

IV. Os líderes evangélicos devem ser lúcidos e democráticos. Portanto, melhor do que indicar em quem a comunidade deve votar é organizar debates multi-partidários, nos quais, simultânea ou alternadamente, os vários representantes de correntes políticas possam ser ouvidos sem preconceitos;

V. A diversidade social, econômica e ideológica que caracteriza a igreja evangélica no Brasil deve levar os pastores a não tentar conduzir processos políticos-partidários dentro da igreja, sob pena de que, em assim fazendo, eles dividam a comunidade em diversos partidos;

VI. Nenhum cristão deve se sentir obrigado a votar em um candidato pelo simples fato de ele se confessar cristão evangélico. Antes disso, os evangélicos devem discernir se os candidatos ditos cristão são pessoas lúcidas e comprometidas com as causas de justiça e verdade. É fundamental que o candidato evangélico queira se eleger para propósitos maiores do que apenas defender os interesses imediatos de um grupo religioso ou de uma denominação evangélica. É óbvio que a igreja tem interesses que passam também pela dimensão política.

Todavia, é mesquinho e pequeno demais pretender eleger alguém apenas para defender interesses restritos às causas temporais da igreja. Um político evangélico tem que ser, sobretudo, um evangélico na política

e não apenas um “despachante” de Igrejas;

VII. Os fins não justificam os meios. Portanto, o eleitor cristão não deve jamais aceitar a desculpa de que um político evangélico votou de determinada maneira, apenas porque obteve a promessa de que, em fazendo assim, ele conseguirá alguns benefícios para a igreja, sejam rádios, concessões de TV, terrenos para templos, linhas de crédito bancário, propriedades ou outros “trocos”, ainda que menores. Conquanto todos assumamos que nos bastidores da política haja acordos e composições de interesse, não se pode, entretanto, admitir que tais “acertos” impliquem na prostituição da consciência de um cristão, mesmo que a “recompensa” seja, aparentemente, muito boa para a expansão da causa evangélica. Afinal, Jesus não aceitou ganhar os “reinos deste mundo” por quaisquer meios. Ele preferiu o caminho da cruz;

VIII. Os eleitores evangélicos devem votar, para Presidente da República sobretudo, baseados em programas de governo, e não apenas em função de “boatos” do tipo: “O candidato tal é ateu”; ou: “O fulano vai fechar as igrejas”; ou ainda: “O beltrano é bom porque dará muito para os evangélicos”. É bom saber que a Constituição do país não dá a quem quer que seja o poder de limitar a liberdade religiosa de qualquer grupo. Além disso, é válido observar que aqueles que espalham tais boatos, quase sempre, têm a intenção de induzir os votos dos eleitores assustados e impressionados, na direção de um candidato com o qual estejam comprometidos;

IX. Sempre que um eleitor evangélico estiver diante de um impasse do tipo: “o candidato evangélico é ótimo, mas seu partido não é o que eu gosto”, é de bom alvitre que, ainda assim, se dê um “voto de confiança” a esse irmão na fé, desde que ele tenha as qualificações para o cargo. A fé deve ser prioritária às simpatias ideológico-partidárias.

X. Nenhum eleitor evangélico deve se sentir culpado por ter opinião política diferente da de seu pastor ou líder espiritual. O pastor deve ser obedecido em tudo aquilo que ele ensina sobre a Palavra de Deus, de acordo com ela. No entanto, no âmbito político, a opinião do pastor deve ser ouvida apenas como a palavra de um cidadão, e não como uma profecia divina.

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