abril 2002


Oração e espera por uma Bíblia

Veja a perseverança de uma família chinesa enquanto espera Deus atender seu pedido por uma Bíblia

Hoje, há milhares de igrejas rurais que não estão ligadas a grandes redes de igrejas domésticas, o que dificulta ainda mais para conseguirem as Escrituras. Esta história verídica ilustra a tremenda necessidade de Bíblias na China. O valor do testemunho de um cristão Durante a Revolução Cultural, meu avô foi condenado e enviado para um campo de trabalhos forçados, onde conheceu um pastor. Meu avô conviveu com este pastor e converteu-se ao cristianismo após a morte do pastor, porque, segundo ele, nunca tinha visto um homem morrer tão lindamente.

Ele contava que os presos sempre abusavam desse pastor. Todos os dias, ele era espancado e humilhado em assembléias nas quais umas oitenta pessoas gritavam: porco capitalista? e ?crente idiota que acredita em mitos?. Mas, ?Ele apenas sorria serenamente?, disse meu avô. Trabalhar junto com ele nos campos deu ao meu avô a oportunidade de conversar e compartilhar por horas e horas com aquele pobre homem rejeitado totalmente.

Meu avô e o pastor dormiam no mesmo beliche. O pastor repetia para si mesmo as Escrituras o dia todo, e à noite cantava hinos antes de dormir, mas em voz baixa, para não incomodar os outros. Acabou morrendo devido a um grave distúrbio intestinal, mas cantou sem parar, enquanto morria.

?Ele nunca deixou de cantar?, contou o meu avô. ?Momentos antes de sua morte, ele disse: Estou indo para um lugar muito bonito?. Meu avô viu um semblante de regozijo na face do pastor ao morrer e ficou impressionado o resto de sua vida. Ele tinha sido soldado e havia visto muitos homens morrerem. Mas, nenhum como esse. Todas as noites, ao dormir, parecia que o som dos hinos vinham da cama logo abaixo. Ele olhava para baixo e via apenas uma cama vaga.

Não demorou muito para que ele se convertesse ao Senhor.

O que é Bíblia?

Meu avô tinha uma memória surpreendente. Após sua libertação do campo de trabalhos forçados, outros membros da família vieram juntar-se a ele na Província de Gansu. Foi quando ele os ensinou sobre Cristo a partir de trechos de versículos que havia aprendido com o pastor. Éramos muito pobres e vivíamos num vilarejo isolado. Tirávamos nossa água de um poço e comíamos somente arroz e vegetais. Carne, nunca. Algumas famílias do vilarejo tinham galinhas, mas isso era tudo.

Nossa igreja tinha somente vinte e poucos membros, todos parentes. Em 1995, meu avô reuniu-nos ao ar livre, pois nenhuma das nossas casas era grande o suficiente para nos acomodar. Disse que tinha más notícias. ?Tenho falado de Cristo a vocês há mais de quinze anos a partir das lembranças do pastor que morreu. Mas, preciso dizer-lhes agora: não tenho mais nada a ensinar a vocês. Decorei cerca de quinhentos versos das Escrituras, que o pastor me ensinou, e os repassei a vocês centenas de vezes desde então. Chegou a hora de encontrarmos o restante dos textos sagrados?.

Todos nós nos entreolhamos. Isso pareceu impossível. Nem sequer sabíamos que o que estávamos procurando chamava-se ?Bíblia?. Achávamos que havia milhares de Escrituras diferentes, espalhadas. Perguntamos a ele: ?Mas quem vai achar esses textos?? Ele respondeu: ?Deus. Por isso precisamos orar?.

Nós oramos…e oramos…e oramos. Oramos durante dois anos. Não aconteceu nada. Se não fosse a fé do meu avô, eu penso que alguns de nós teriam desistido e mudado de religião. Mas, ele era firme: ?Deus está nos provando para ver se somos realmente dele. Precisamos continuar crendo e mantendo-nos fiéis?.

Num domingo, quando alguns de nós orávamos, uma galinha entrou em nossa casa. Ela fez um barulho enorme e, então, botou um ovo. Não sabíamos de onde ela tinha vindo, já que bem poucos de nós no vilarejo tinham galinhas. Assim, meu avô amarrou dinheiro à perna da galinha, em pagamento pelo ovo. Eram apenas dez centavos. Apostávamos que a galinha voltaria ao dono.

Menos de uma hora depois ouviu-se um grande grito na rua. Alguém estava berrando: ?Quem amarrou dinheiro na minha galinha?? Meu avô respondeu sem hesitar: ?Fui eu?. O homem entrou em nossa casa, nós o reconhecemos. Mas, um outro homem bem vestido o seguia e disse: ?Eu sou membro do alto escalão do Partido Comunista em Pequim?. Nossos corações tremeram. O que ele faria? ?Nunca ouvi falar sobre tal honestidade em toda a minha vida. Isso é impressionante?, exclamou ele.

Então voltou-se para o meu avô e disse: ?O meu governo necessita desesperadamente do seu espírito de honestidade. Se houvesse mais pessoas como o senhor na China! Diga-me, o que o faz tão honesto?? Meu avô respondeu-lhe em duas palavras: ?Jesus Cristo!?

O oficial pareceu sorrir para si mesmo e então perguntou: ?Posso fazer alguma coisa pelo senhor?? O meu avô, com a intrepidez de uma longa vida, disse: ?Gostaríamos de encontrar os textos sagrados de Cristo!? O oficial olhou admirado para ele: ?O que o senhor quer dizer com ?textos sagrados?? O senhor não quer dizer a Bíblia?? Foi um oficial comunista que nos explicou o que era uma Bíblia.

Novamente a coragem do meu avô me fez cambalear. Ele perguntou ao oficial: ?O senhor pode ajudar-nos a obter um exemplar?? O oficial sorriu, agora abertamente. Ele não prometeu, mas disse simplesmente: ?Vou ver o que posso fazer?.

Deus usou um oficial do governo

O oficial voltou para Pequim, mas nada aconteceu. Passaram-se meses. Continuamos a orar. Então, no outono de 1998, apareceu um jovem no vilarejo procurando por nós. Nós o recebemos e ele tirou da sua enorme bagagem sete Bíblias novinhas em folha. Uma delas era impressa em letras grandes para o meu avô.

Perguntamos: ?Como você sabia como chegar até nós?? Ele disse: ?Faço parte de uma rede de igrejas domésticas, e um dos nossos líderes foi preso em Pequim ano passado. Mas, quando estava na prisão, foi visitado por um alto oficial, tio de um policial que era responsável pela sua prisão. O oficial disse: ?Se eu o deixar ir, você promete entregar uma Bíblia a um senhor e sua família em Gansu?? Nosso líder prometeu que o faria. Ele foi solto no dia seguinte e recebeu um pedaço de papel com o endereço do seu avô.?

Deus é fiel e sempre nos surpreende. Aleluia!

Revista Portas Abertas

Globalização!!

Já recebemos visitas das seguintes localidades:

Singapura, Inglaterra, Japão, Portugal, EUA e Arábia Saudita;

“Ide e proclamai o evangelho a toda a criatura”

Me perdoem pelo longo texto, mas acredito que seja de interesse para todos (não só cristãos) esta reflexão. Vale a pena uma leitura critica.

As Torres Caíram – Mas Não Compreendemos o Significado da Mensagem!

(The Towers Have Fallen – But We Missed the Message!)

Por David Wilkerson

16 de setembro de 2001

Terça-feira, 11 de setembro de 2001, as torres gêmeas do World Trade Center em Nova York foram destruídas. Cinco dias mais tarde, ao preparar esta mensagem, olhei pela janela do escritório de meu apartamento no 30º andar; enormes nuvens de fumaça ainda saíam das ruínas; subiam dos entulhos e seguiam pelo rio Hudson, passando sobre a Estátua da Liberdade.

No domingo seguinte, um pouco antes de pregar esta mensagem na Igreja de Times Square, chorei diante da visão de devastação absoluta. Implorei misericórdia a Deus: misericórdia pelas famílias que perderam seus queridos, e sofriam. Misericórdia pelos trabalhadores que ainda cavavam os destroços, na esperança de localizarem sobreviventes, mas só encontrando cadáveres e pedaços de corpos. Misericórdia pelos policiais, pelos bombeiros e voluntários, que choravam abertamente diante do indescritível horror que presenciavam.

A nossa igreja teve autorização para instalar uma tenda de assistência no local da tragédia. Líderes do ministério e voluntários de nossa congregação trabalhavam incansavelmente dia e noite, ajudando a alimentar e a encorajar os trabalhadores esgotados.

Seis semanas antes do desastre, o Espírito Santo preveniu nossa equipe pastoral de que uma calamidade estava a caminho. Havíamos programado vários eventos importantes para as semanas seguintes, inclusive nossa Conferência de Missões e a Convenção Jovem. Mas o Espírito de Deus nos levou a cancelar tudo. Em lugar disso, sentimo-nos impulsionados a convocar nossa igreja para orar.

Decidimos ter reuniões de oração quatro noites por semana. Desde o início, cada reunião era marcada por um silêncio aterrador que caía sobre o grupo. Sentávamo-nos calados na presença do Senhor, geralmente sem nenhum ruído por até uma hora, seguindo-se choro baixo e arrependimento pungente. Numa reunião tive de firmar os joelhos com as mãos, para evitar que tremessem diante da impressionante presença de Deus.

Durante esta visitação do Senhor, o Espírito Santo revelou que havia uma razão para o pranto dos nossos corações. Estávamos sendo tocados desta maneira porque uma tragédia estava por vir. Uma grave calamidade se aproximava da nação. E apesar de não sabermos o que era, os nossos corações estavam sendo movidos para interceder a respeito disso.

Então de repente, a calamidade nos surpreendeu. E alcançou não só a nossa cidade, mas também a capital do país. Um repórter de TV declarou: “Pense nisso, os nossos dois símbolos de poder e de prosperidade foram destruídos em uma hora.” Mal sabia ele, que estava citando Apocalipse 18:10: “Ai! ai da grande cidade, Babilônia, a cidade forte! Numa só hora veio o teu juízo.”

Enquanto um policial de nossa igreja ajudava no local da tragédia, seus companheiros ficavam lhe perguntando: “Do que se trata tudo isto? O que está acontecendo?” Nessa hora, o país inteiro perguntava: “Onde está Deus nesses acontecimentos?”

Estamos certos em perguntar isso. Precisamos saber onde está Deus nesta calamidade. E para isso, necessitamos confiar em Sua santa palavra unicamente. Ouvimos centenas de opiniões dos especialistas da mídia e dos políticos. Mas a retórica deles começou a ficar a mesma. Inexiste uma compreensão real quanto ao significado desta súbita destruição.

Uma coisa posso lhe garantir: Deus não foi pego de surpresa. Ele conhece o pensamento de todo ser humano, inclusive de cada governante, ditador e terrorista. O Senhor monitora os movimentos de toda pessoa na humanidade inteira. Ele sabe quando nos assentamos e quando nos levantamos. E posso lhe dizer, uma coisa é certa: Deus está no controle de tudo. Nada sobre a face da terra acontece sem Seu conhecimento, Sua permissão, e às vezes, Sua ação por detrás.

Se Você é Cristão, Sabe Que Deus Mandou uma Mensagem

Para os Estados Unidos e Para o Mundo Através Desta Tragédia



Ministros e teólogos por todo lado estão dizendo: “Deus não tem nada a ver com esses desastres. Ele não iria permitir que uma coisa destas acontecesse.” No entanto, nada poderia estar mais longe da verdade do que essas frases. Este tipo de raciocínio está levando o nosso país a rapidamente perder a mensagem que Deus deseja transmitir através dos acontecimentos.

O fato é que precisamos receber uma palavra vinda de Deus. Tal como muitos pastores, eu chorei e sofri com a calamidade. Busquei o Senhor em oração e através da Sua Palavra. E quero lhe dizer, que experimentei uma dor ainda mais profunda do que a vivida em meu pesar pela morte de pessoas inocentes. É uma dor que diz que se não compreendermos a mensagem de Deus, se ficarmos surdos àquilo que Ele está proclamando tão alto, então algo muito pior nos estará reservado.

O profeta Isaías fala diretamente àquilo que acabamos de experimentar. (Se você tem objeção a exemplos do Velho Testamento, atente para as palavras de Paulo quanto a isso: “Tudo isto lhes aconteceu como exemplos, e estas coisas estão escritas para aviso nosso, para quem já são chegados os fins dos séculos” [I Coríntios 10:11]. Paulo deixa claro: os exemplos do Velho Testamento nos revelam exatamente como Deus se move em tempos como os nossos.)

Na época que Isaías profetizou, Deus tinha tratado Israel pacientemente por cerca de 250 anos. O Senhor tinha enviado “aflições” sobre o Seu povo, chamando-o ao arrependimento. Ele estava tentando atraí-los, tirá-los da idolatria descarada e trazê-los de volta à Sua bênção e favorecimento.

Todos os profetas ao longo dos anos haviam levado a Israel basicamente a mesma palavra: “Humilhai-vos.” As escrituras dizem: “Serviram os ídolos…O Senhor advertiu a Israel e a Judá, por intermédio de todos os profetas e de todos os videntes. Convertei-vos de vossos maus caminhos, e guardai os meus mandamentos e os meus estatutos” (2 Reis 17: 12-13).

Mas a nação escolhida de Deus rejeitou Seu chamado ao arrependimento. “Porém não deram ouvidos, antes endureceram a sua cerviz” (2 Reis 17:14). E as pessoas zombaram dos profetas que os chamavam à humildade; pelo contrário, “seguiram a vaidade e se tornaram vãos…Deixaram todos os mandamentos do Senhor seu Deus…e venderam-se para fazer o que era mau aos olhos do Senhor…Pelo que o Senhor muito se indignou contra Israel” (17: 15-18).

Deus Enviou Chamados de Despertamento

Para Israel



O primeiro chamado vindo do Senhor para o despertamento de Israel veio numa invasão pela Assíria. Este arqui-inimigo atacou duas províncias israelenses, Zebulom e Naftali. Afortunadamente, o ataque foi limitado a estes dois pontos, e o dano foi mínimo. Contudo Deus estava falando claramente ao Seu povo. A nação escolhida de Deus perdeu o senso de segurança. Ainda assim deixaram de entender a mensagem que Deus transmitia.

Israel então recebeu um segundo chamado para despertamento. Esse foi muito sério. Duas nações que as escrituras chamam de “inimigas de Israel” – os sírios e os filisteus – juntaram forças para um súbito ataque. Segundo Isaías, este ataque veio “Pela frente…e por detrás” (Isaías 9:12). Isto significa que a invasão veio do leste e do oeste, cercando Israel. E o ataque repentino foi totalmente devastador.

Agora chegamos ao coração da mensagem, e à pergunta que a maior parte dos americanos faz: onde Deus estava na hora da invasão súbita de Sua terra escolhida? O que deve fazer o Seu povo diante do desastre que lhe sobreveio?

Isaías diz que Deus foi fiel em falar ao povo: “O Senhor enviou uma palavra a Jacó, e ela caiu em Israel” (Isaías 9:8). Deus falou claro. E enviou a mensagem para o país inteiro.

Amado, esse versículo nos diz algo muito importante nestes dias de devastação. Diz simplesmente: “Deus sempre envia a Sua palavra.” Nunca na história o Senhor deixou Seu povo sem pistas na hora da calamidade. Ele jamais nos abandonou ou forçou a descobrir as coisas por nós mesmos. Ele sempre fornece uma palavra para compreensão.

Agora mesmo o Senhor está levantando vigias piedosos para falar por Ele nestes dias. Esses pastores estão sofrendo, chorando e se arrependendo ao buscar a face de Deus. E creio que estão ouvindo e compreendendo a mensagem do Senhor por trás dos acontecimentos. Ainda mais: não têm medo de proclamar avisos tenebrosos, pois sabem que os ouviram de Deus. Estão sendo compelidos a falar dos Seus propósitos existentes por trás das nossas calamidades.

Tenho de Dizer Uma Palavra

Que Nenhum de Nós Quer Ouvir



Muitos leitores não querem receber a palavra que vou trazer agora. Vão considerá-la sem coração, cruel, má nessa hora de luto. Mas quero lhe dizer: se não ouvirmos a verdade de Deus e não a enfrentarmos, o nosso país estará condenado.

Eis a palavra que ouço Deus nos dizendo nesta hora: “O Senhor suscitará contra ele os adversários de Rezim, e instigará os seus inimigos…Todavia este povo não se voltou para quem o feria, nem buscou ao Senhor dos Exércitos” (Isaías 9:11, 13).

A Bíblia deixa muito claro: Deus usou nações inimigas para corrigir o Seu povo. O Senhor utilizou estes inimigos como instrumento de advertência a Israel, convocando o país ao arrependimento. “Ai da Assíria, a vara da minha ira, porque a minha indignação é como bordão nas suas mãos. Envio-a contra uma nação hipócrita, e contra o povo do meu furor lhe dou ordem, para que lhe roube a presa, e lhe tome o despojo, e o ponha para ser pisado aos pés, como a lama das ruas” (10:5-6).

Deus deu ordem para que essa união dos inimigos de Israel corrigisse o Seu povo. O Senhor estava tentando prevenir Israel: “Você ficou muito cheio de si e de orgulho. Agora devo lhe rebaixar. Vou permitir que você seja destruído pelos inimigos.”

A coalizão inimiga desferiu o ataque maciço. E subitamente, os israelitas viram horrorizados os seus prédios começando a cair. Incêndios irromperam pelas cidades, pondo abaixo construções majestosas. Em pouco tempo, Israel estava em chamas; e o povo de Deus começou a prantear: “Os tijolos caíram…cortaram-se as figueiras bravas” (9:10).

Após testemunharmos os recentes desastres de Nova York e Washington, começamos a imaginar as emoções dos antigos israelitas. E contudo, Israel se arrependeu depois deste terrível ataque? Será que houve uma conscientização nacional de que Deus estava lhes mandando um aviso? Será que os governantes ouviram Deus falando através da terrível calamidade? Não. A reação de Israel foi exatamente a oposta. O medo inicial do povo rapidamente deu lugar à uma inundação de orgulho nacional. “Todo o povo… em soberba e altivez de coração dizem…” (9:9).

Em hebraico a palavra altivez neste versículo quer dizer sentimento de grandeza. Em outras palavras, uma vez tendo se abrandado o ataque, os israelitas recuperaram a confiança. Declaram: “Os tijolos caíram, mas com pedras lavradas tornaremos a edificar; cortaram-se as figueiras bravas, mas por cedros as substituiremos” (9:10). Disseram em outras palavras: “Estas tragédias não vieram de nosso Senhor. São apenas o destino, desastres infelizes que não podem ser explicados. Somos uma grande nação. Somos feitos de um povo cheio de orgulho, que não se curva. E vamos mostrar ao mundo que voltaremos. Vamos reedificar tudo maior e melhor. Onde antes usamos tijolos, usaremos pedras. E onde antes fizemos uma construção barata, agora usaremos material melhor. Somos um país abençoado por Deus. E vamos sair desta tragédia mais forte do que nunca.”

Isso não soa muito familiar? O próprio Senhor usou um inimigo maligno para enviar advertência de correção ao povo. Ele queria lhes despertar desta atitude cheia de concessões, lhes trazer de volta a Si, derramar sobre eles as Suas bênçãos, e lhes cercar com a Sua proteção. No entanto, durante todos os dias de horror e sofrimento, o povo de Deus nem uma vez sequer reconheceu a Sua mão em meio a tudo. Ninguém perguntou: “O que Deus está dizendo através de tudo isto? Será que Ele está tentando falar conosco?” Ninguém pensou por um instante, que um país tão grande e orgulhoso pudesse ser humilhado e castigado. Pelo contrário, as pessoas usaram a ocasião para desprezar qualquer tipo de pensamento assim. Recusaram-se a ouvir a advertência de Deus para eles.

Pergunto a você: o exemplo de Israel lhe atingiu, depois de tudo que testemunhamos nas últimas semanas? Por favor, não me entenda mal. Dou graças a Deus por termos um presidente com princípios morais dirigindo o país. Agradeço ao Senhor por todos os cristãos consagrados ocupando altos postos. A nossa igreja ora zelosamente pelos líderes de nosso país. E somos gratos pelo desenvolver temporário de oração nacional. É encorajador ver as pessoas ficando sóbrias, e começando a repensar seus estilos de vida.

Contudo, mesmo assim, corremos o risco de não compreendermos a mensagem de Deus para nós. Pense nisso: quando o congresso pede um momento de silêncio, acreditamos ser arrependimento verdadeiro. Quando vemos os políticos cantando “Deus Salve a América”, achamos que o nosso país retornou a Deus. Quando assistimos acontecimentos esportivos observando um minuto de silêncio no intervalo, achamos que é uma experiência espiritual.

Mas é só isso que vai sobrar de nossa recente tragédia? Será que as pessoas nos estádios irão se levantar em silêncio por um minuto, e depois começar seu carnaval, estourar uma cerveja depois da outra, e berrar que nem loucas pelo seu time?

Como a maioria dos americanos, chorei ao ver senadores e líderes do governo sobre os degraus do Capitólio cantando, “Deus Salve a América…fique conosco, e nos guie…” Porém, enquanto estava chorando, o Senhor me lembrou: “Muitos dos líderes que você está vendo cantar, trabalharam para Me abolir da sociedade americana. Estão até resolvidos a remover o Meu nome dos livros de História da América. E permitiram o assassinato de milhões de bebês através do aborto.”

Subitamente, fui atingido pela hipocrisia total de tudo aquilo. Prestamos culto a Deus com os lábios, mas continuamos escorregando para a lama da imoralidade.

Quando Um País Está Sob Correção Divina

Reage de Duas Maneiras Possíveis



Uma nação que está sofrendo correção pode se humilhar e arrepender, como Nínive fez. Ou, pode servir a Deus com os lábios, mas depois se voltar para a própria força, a fim de ficar acima da correção. Haverá um grito conjunto declarando: “Temos força para suportar qualquer tragédia, e a habilidade e a determinação para vencer qualquer problema. Somos na verdade uma grande nação.”

Sou tão patriota quanto qualquer americano. E estou tão entusiasmado quanto qualquer outro pela união que a nossa nação está experimentando. Dou graça a Deus pelos heróicos esforços e pelos incríveis sacrifícios que vimos no rastro dos ataques terroristas. O mundo todo se admira com a bravura e o amor mostrados pelas pessoas em Nova York, Washington e por toda a América.

Mas enfrentamos o mesmo perigo que Israel correu. Em nosso exaltado patriotismo, podemos facilmente deixar passar a mensagem de Deus para o nosso país. E neste instante, estamos na mesma encruzilhada em que Israel esteve.

Eu me pergunto: se tivéssemos vivido nos dias de Isaías, teríamos ouvido suas advertências proféticas? Ou ficaríamos surdos à elas? Tanto Jerusalém quanto a nação de Judá se recusaram a crer que poderiam ser derrubadas. Mesmo assim Isaías profetizou: “Não faria igualmente a Jerusalém e aos seus ídolos como fiz a Samaria e aos seus ídolos?” (Isaías 10:11). Deus estava dizendo em essência: “Julguei outras nações pela mesma idolatria que vocês estão praticando. Por que não haveria de julgar a vocês? O que os deixa isentos da Minha lei?”

Por todos os EUA as pessoas estão fazendo reuniões de “oração e memória”. Está correto, é honroso (e totalmente bíblico!) se lembrar dos que morreram. Mas por que temos tanto medo de também convocar reuniões de “oração e arrependimento”? Neste instante, a maioria dos americanos está concentrada na lembrança e na vingança. Assim, onde está o chamamento nos Estados Unidos para a volta para Deus?

Quanto à punição aos terroristas, Isaías se refere igualmente. Declara: “Havendo o Senhor acabado toda a sua obra no monte de Sião e em Jerusalém, então visitará o fruto do arrogante coração do rei da Assíria” (Isaías 10:12). Realmente, quando parou de usar os assírios como “vara da minha ira”, ele os destruiu. Igualmente, Deus destruirá qualquer terrorista que atacar e assassinar gente inocente. Não vai demorar para que achem seu destino eterno no inferno.

Eis a Mensagem Que Eu Creio

Deus Está Trombeteando em Nossas Calamidades



Lá no fundo do meu espírito, ouço o Senhor dizendo: “Eu lhes fiz prosperar acima das outras nações. Mesmo assim, durante anos vocês persistem na adoração de ídolos de ouro e prata. Tenho agüentado sua sensualidade vergonhosa, a zombaria do sagrado, o derramamento de sangue inocente, o seu esforço incansável para Me remover da sociedade. Agora o seu tempo está acabando.”

“Tenho lhes mandado um profeta atrás do outro, vigia após vigia. Vocês têm sido avisados uma vez após outra. Contudo mesmo assim vocês não querem abrir os olhos para seus caminhos perversos. Eu agora os feri, na esperança de lhes salvar. Desejo sarar a sua terra, destruir os seus inimigos, lhes trazer de volta à bênção. Mas vocês não têm olhos para ver isso.”

Se Deus não poupou as outras nações que desobedeceram Suas leis, por que haveria de poupar os Estados Unidos? Ele nos julgará do mesmo jeito que julgou Sodoma, Roma, Grécia e todas outras culturas que Lhe viraram as costas.

Atente ao que Deus falou através de Ezequiel: “Lançai de vós todas as vossas transgressões…e criai em vós um coração novo e um espírito novo. Por que razão morreríeis, ó casa de Israel? Pois não tenho prazer na morte de ninguém, diz o Senhor Deus. Arrependei-vos e vivei” (Ezequiel 18: 31-32).

Para quem duvida que Deus sente a dor, eis uma prova positiva de Sua grande compaixão. Ele também sente dor e tristeza pela morte. Ele nos diz nesta passagem: “Não tenho prazer em lhes ver sofrer e morrer. É por isso que agora estou pedindo: arrependam-se e vivam.”

Deus chora especialmente pelas calamidades que sobrevêm aos inocentes. Nestas últimas semanas, você pode ter certeza de que Jesus tem chorado pelas vítimas dos ataques terroristas. Diz-se que Ele “guarda as lágrimas dos santos”. Na verdade, creio que muitas das lágrimas derramadas pelos cristãos, são as lágrimas do próprio Deus, despertadas por Seu Espírito em nós.

Contudo, às vezes, a justiça e a retidão de Deus O levam a refrear a Sua dó. E Ele é forçado a fazer cumprir Seus julgamentos de justiça como último recurso. O maior exemplo disso é o sacrifício do Seu Filho, Jesus. A justiça exigia que os pecados do mundo inteiro fossem lançados sobre um homem inocente, e que esse homem fosse condenado a morrer por todos. Diga-me, quem poderia ser mais inocente do que o próprio Filho de Deus? Mesmo assim, Cristo voluntariamente Se deu como sacrifício, para oferecer libertação e salvação para a humanidade toda.

O Que Acontecerá aos Estados Unidos

Se Não Compreendermos a Mensagem de Deus ?



Qual será o destino de nosso país se rejeitarmos o chamado de Deus para nos voltarmos inteiramente para Ele? O que acontecerá se os abortos continuarem e os fetos forem usados para pesquisa…se continuarmos apagando o nome de nosso Salvador da História dos Estados Unidos…se reconstruirmos tudo maior e melhor, só para nos enriquecermos mais…se dependermos de nossa força armada, em vez de depender de Deus para ter poder?

Isaías descreve o que sucede a todo país que rejeita Deus, e se vangloria de sua própria grandeza: “A impiedade lavra como um fogo…sobe ao alto em espessas nuvens de fumaça. Por causa da ira do Senhor dos Exércitos a terra será abrasada, e o povo será pasto do fogo: ninguém poupará ao seu irmão. Se cortar do lado direito, ainda terá fome… cada um comerá a carne de seu braço” (Isaías 9: 18-20).

Incêndios devoradores subirão até os céus. Trevas cobrirão a terra. A economia será atingida por uma explosão aniquiladora. E haverá desunião na nação, nas comunidades, na vizinhança, nas famílias. As pessoas só cuidarão de si próprias, numa luta desesperada para sobreviver. E Deus lhe guarde de chegar perto delas.

Foi me dada uma mensagem profética nove anos atrás, e eu a trouxe à Igreja de Times Square em 7 de setembro de 1992. Vou compartilhá-la com você agora:

“Esse aviso não tem o objetivo de lhe amedrontar. Tem só o objetivo de lhe fazer chegar ao Senhor e orar. Eis o que acredito Deus tenha me mostrado:

Trinta dias de punição rígida virão sobre a cidade de Nova York, de um jeito que o mundo jamais viu. Deus derrubará as paredes. Haverá violência inimaginável e saques. A violência será tão cruel que chocará o mundo todo. As nossas ruas serão ocupadas não só pela Guarda Nacional como também por milícias.

Mil incêndios arderão ao mesmo tempo por toda a cidade. Os incêndios de Los Angeles estavam restritos à poucas partes da cidade, mas Nova York ficará em chamas em todos os seus bairros. Times Square ficará em brasas, e as chamas chegarão aos céus, e serão vistas por quilômetros. Os caminhões de bombeiros serão incapazes de apagá-las.

O metrô e os ônibus ficarão parados. Bilhões de dólares serão perdidos. As lojas da Broadway fecharão totalmente. As negociações financeiras fugirão da cidade, numa sangria econômica irreversível. Este tipo de coisas são esperadas em países do terceiro mundo, mas não num país civilizado como os Estados Unidos. Ainda assim, não muito depois disto, Nova York estará completamente falida. A Cidade Rainha será jogada no lixo, virando cidade de pobreza.”

Pode-se perguntar: quando acontecerá tudo isto? Tudo que eu posso dizer é, creio que estarei aqui quando acontecer. No entanto, quando ocorrer, o povo de Deus não deve entrar em pânico ou temer.”

Telefonemas e e-mails inundaram os escritórios de nosso ministério, perguntando: “O ataque terrorista de 11 de setembro foi a calamidade que o senhor profetizava em 1992?” Não, em absoluto. O que eu vi chegando será muito mais grave. Em verdade, se os Estados Unidos rejeitarem o chamamento de Deus para voltarem para Ele, enfrentaremos os mesmos julgamentos que Israel enfrentou. E eles atingirão não só Nova York mas todas as regiões do país. Nem a área central da nação será poupada. A economia nacional entrará em colapso, e irromperá a violência. O fogo consumirá as nossas cidades, e tanques ressoarão pelas ruas.

Talvez você se pergunte, como eu: “Será que isso pode ser evitado?” Sim, certamente. Creio que ganharemos um adiamento temporário se o nosso presidente provar ser um Josias. Você pode se lembrar de Josias como sendo o rei que buscou o Senhor de todo o coração. Todos devemos orar para que Deus dê ao nosso presidente o mesmo espírito que Josias possuía, de tremer diante da Sua Palavra. O Senhor disse o seguinte a Josias:

“Trarei desastre sobre este lugar, e sobre os seus moradores…Porque me deixaram e…(adoraram) outros deuses…Porém ao rei de Judá, que vos enviou para consultar o Senhor, direis: …Visto que o teu coração se enterneceu, e te humilhaste perante o Senhor, quando ouviste o que falei contra este lugar, e contra os seus moradores, que seriam para assolação e para maldição…também eu te ouvi, diz o Senhor. Pelo que…os teus olhos não verão todo o mal que hei de trazer sobre este lugar” (2 Reis 22:15-20).

Deus disse ao rei, basicamente: “Enquanto estiver no poder, tremendo diante da Minha Palavra e dependendo de Mim, você não verá os julgamentos que virão. Eles não acontecerão durante o seu reinado.”

Creio que a abertura de oportunidade para que respondamos a Deus seja breve. Todos devemos orar para que a nossa nação se arrependa e se volte para o Senhor. Mas as nossas preces mais intensas devem ser para os nossos próprios corações: “Senhor, permita que eu trema não diante das tragédias, mas diante da Tua Palavra. Quero ouvir a Tua voz em meio a tudo isto. Motive-me a me voltar inteiramente para Ti.”

Usado através de permissão concedida por World Challenge, P. O. Box 260, Lindale, TX 75771, USA.

Caríssimos, coloquei ali do lado esquerdo uma ferramenta de tradução que permite escolher uma variedade de idiomas bem como a página que você pretende traduzir. O Giuliano precisava traduzir um texto do Inglês para o Português e o mecanismo anterior não permitia isto. Agora ficará mais fácil, embora a tradução não fique lá grande coisa, dá prá ajudar na compreensão de muitos textos.

A Paz do Senhor a Todos.

Internacionalização

Ontem recebemos, em nosso blog, um visitante da Arábia Saudita!

Vida de Cachorro!!!









Internacionalização da Amazônia

Durante debate em uma Universidade, nos Estados Unidos, o ex-governador do Distrito Federal, CRISTOVAM BUARQUE, foi questionado sobre o que pensava da internacionalização da Amazônia. O jovem americano introduziu sua pergunta dizendo que esperava a resposta de um humanista e não de um brasileiro. Esta foi a resposta do Sr. Cristovam Buarque:

“De fato, como brasileiro eu simplesmente falaria contra a internacionalização da Amazônia. Por mais que nossos governos não tenham o devido cuidado com esse patrimônio, ele é nosso. Como humanista, sentindo o risco da degradação ambiental que sofre a Amazônia, posso imaginar a sua internacionalização, como também de tudo o mais que tem importância para a humanidade. Se a Amazônia, sob uma ética humanista, deve ser internacionalizada, internacionalizemos também as reservas de petróleo do mundo inteiro. O petróleo é tão importante para o bem-estar da humanidade quanto a Amazônia para o nosso futuro. Apesar disso, os donos das reservas sentem-se no direito de aumentar ou diminuir a extração de petróleo e subir ou não o seu preço. Da mesma forma, o capital

financeiro os países ricos deveria ser internacionalizado. Se a Amazônia é uma reserva para todos os seres humanos, ela não pode ser queimada pela vontade de um dono, ou de um país. Queimar a Amazônia é tão grave quanto o desemprego provocado pelas decisões arbitrarias dos especuladores globais. Não podemos deixar que as Reservas financeiras sirvam para queimar países inteiros na volúpia da especulação. Antes mesmo da Amazônia, eu gostaria de ver a internacionalização de todos os grandes museus do mundo. O Louvre não deve pertencer apenas à França. Cada museu do mundo é guardião das mais belas peças produzidas pelo gênio humano. Não se pode deixar esse patrimônio cultural, como o patrimônio natural amazônico, seja manipulado e destruído pelo gosto de um proprietário ou de um país. Não faz muito, um milionário japonês, decidiu enterrar com ele, um quadro de um grande mestre. Antes disso, aquele quadro deveria ter sido internacionalizado. Durante este

encontro, as Nações Unidas estão realizando o Fórum do Milênio, mas alguns presidentes de países tiveram dificuldades em comparecer por constrangimentos na fronteira dos EUA. Por isso, eu acho que Nova York, como sede das Nações Unidas, deve ser internacionalizada. Pelo menos Manhatan deveria pertencer a toda a Humanidade. Assim como Paris, Veneza, Roma, Londres, Rio de Janeiro, Brasília, Recife, cada cidade, com sua beleza especifica, sua historia do mundo, deveria pertencer ao mundo inteiro. Se os EUA querem internacionalizar a Amazônia, pelo risco de deixá-la nas mãos de brasileiros, internacionalizemos todos os arsenais nucleares dos EUA. Até porque eles já demonstraram que são capazes de usar essas armas, provocando uma destruição milhares de vezes maior do que as amentáveis queimadas feitas nas florestas do Brasil. Nos seus debates, os atuais candidatos a presidência dos EUA tem defendido a idéia de internacionalizar as reservas florestais do mundo em troca da dívida. Comecemos usando essa dívida para garantir que cada criança do Mundo tenha possibilidade de COMER e de ir a escola. Internacionalizemos as crianças tratando-as, todas elas, não importando o país onde nasceram, como patrimônio que merece cuidados do mundo inteiro. Ainda mais do que merece a Amazônia. Quando os dirigentes tratarem as crianças pobres do mundo como um patrimônio da Humanidade, eles não deixarão que elas trabalhem quando deveriam estudar, que morram quando deveriam viver. Como humanista, aceito defender a internacionalização do mundo. Mas, enquanto o mundo me tratar como brasileiro, lutarei para que a Amazônia seja nossa. Só nossa!”

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